Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Nota: se é ou se será, que seja verdadeiro. E pra mim.

Não distribuído, assim, aos montes.

Anotou?

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Quando será que aprenderei sobre essas coisas que tanto e sempre me afligem?

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Estava conversando com uma amiga que vive a vida como eu vivo e sente as coisas como eu sinto. Nessa nossa conversa, passei por momentos de grande reflexão sobre quem sou e o que quero.

Descobrimos (e assumimos) que usamos uma máscara para esconder realmente a nossa essência. Essa fuga talvez se dê pelo fardo pesado do passado que devemos carregar, cheio de marcas deixadas no âmago, frustrações do que não vivemos, lágrimas que derramamos, amores que não tivemos. E nos escondemos porque é muito mais fácil usar a máscara da comédia do que a do drama – como ela sabiamente disse.

É muito mais fácil você procurar coisas alegres e risos vazios do que se entregar pra tristeza profunda que te corrói a alma; é muito mais fácil você idealizar um amor impossível de se concretizar do que realmente te aceitarem com seus defeitos e erros; é muito mais fácil praticar o desapego do que sofrer por querer algo que não tem (e o que não pode ter e que não terá).

O difícil é viver eternamente presa nesse esconderijo, com as pessoas à sua volta acreditando que és forte e insensível.
Mas lá no fundo, nós sabemos, existem meninas doces que não podem gritar porque são frágeis.

E então, estamos fadadas a conviver com mais essa dúvida: até quando buscaremos alguém que nos permita ser quem somos? Que pegue essa menina doce no colo, acaricie e a faça adormecer com a calma destinada às crianças ingênuas?

Enquanto isso dançamos freneticamente uma valsa triste, sorrimos em grupo, mas choramos sozinhas.

E vivemos o que não somos; mas somos o que sabemos!
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"Uma pessoa tão insuportavelmente intensa quanto eu. Enquanto as pessoas pensam duas vezes antes de fazer a gente faz duas vezes antes de pensar, algumas vezes isso no favorece e outras vezes nos causa um certo arrependimento que sempre acaba em boas gargalhadas, afinal o arrependimento de ter feito algo é sempre menos dolorido do que o de ter deixado de fazer.
Temos duas mentes igualmente sujas e dois corações igualmente puros, o que muitas vezes nos faz incompreendidas, por que a gente “ferve”, mas também se apaixona, a gente ri, canta e dança, mas também chora escondido.A verdade é que depois que você entrou na minha vida eu me sinto uma pessoa um pouco mais “normal", sei que tem alguém com quem eu posso contar sempre, pra rir, chorar, desabafar e ferver muito, é claro."

Pra que existe o medo, a insegurança, o apego, a imaginação, a inquietude?
Pra mim, só existem com o intuito de estragar tudo.

Mas nem tudo é ruim nessa vida e, antes de me lamentar, vou correr atrás da paciência!
Está me fazendo falta e acho que vou precisar mais do que nunca!

Sábado, 21 de Junho de 2008

Costumo dizer que o aniversário é o nosso verdadeiro ano novo.
Li, certa vez nalgum lugar, que em cada aniversário os astros se põem na mesma posição em que estavam no nosso nascimento, que tudo volta como naquela data e que também tudo se inicia, novamente.
Gosto de pensar assim.
Mas acredito também que o mês que antecede o aniversário é conturbado, é quando passamos por esse processo de renovação, de eliminar o que já foi para dar lugar ao novo, que em breve chega...
Eu sempre acreditei em astrologia, sintonia, energia, sinergia. E talvez por isso sempre entrego os pontos no inferno astral.
Não consigo organizar as idéias, colocar minhas coisas no lugar, sentir com sanidade, agir com responsabilidade.
Eu me perco e a cabeça ferve.
As coisas acontecem e não consigo assimilar.

Todo ano é assim, desde que comecei a perceber o universo trabalhando conosco, à nosso favor.

Sempre, nesses momentos tensos, aprendemos.

E em época de aniversário recebe-se presente.
Pergunto-me se já ganhei o meu.

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Eu tinha um barquinho singelo e modesto, que navegava por mares desconhecidos, desejados pelos navegantes.
Eu tinha todos os oceanos pra mim, tinha o vento favorável...
Mas como capitã, deixei a tripulação afundar.

Eu, minhas entrelinhas e minha capacidade de acabar com tudo!

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Eu queria que a minha vida mudasse.
Só que eu, ah.. eu continuo a mesma.

E a merda toda é essa.
Eu.

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Eu pensei que não ia encontrá-lo.
Sua frieza e indiferença com relação à minha presença indicavam distância.
Mas no fundo, eu queria vê-lo.

Quando desisti e resolvi partir, caminhei no meio da multidão.
Foi quando, como em cena de filme, aquele mar de gente dissipou-se e entre todos, estava ele.

Nós dois, numa certa distância, permanecemos estáticos.
Ali, no meio daquela cena senti o tempo parar.
Aquele azul me fitando e aquele sorriso discreto me fizeram ter certeza de que nada é em vão.

Naquele momento, estávamos juntos, ainda que separados, e me senti feliz por cultivar um sentimento tão puro por alguém que é especial.
Alguém que representa em pessoa o querer bem, o estar pleno, a doçura, a calmaria.

E assim, eu venero e agradeço o destino, que joga anjos em nossas vidas, que nos fazem olhar pra trás e saber que nossas escolhas, muitas vezes, valem à pena.

Eu sei que você está lendo.
E na madrugada de sábado descobri que o seu lugar no meu coração (e na minha vida) é eterno, aconteça o que acontecer.

Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Sabe quando se tem um sonho?

Sabe quando você ouve o sexto sentido te dizendo "vai, você consegue", e assim corre, luta, busca com toda a sua força e vontade?

Sabe quando há um objetivo a conquistar e você traça metas para alcançá-lo?

Sabe quando passa por situações que aprende a superar, a acreditar em você, vê quem te dá força, lida com tensão, incerteza, insegurança, paciência?

Sabe quando depois de tanto tempo tem a resposta positiva da possível realização dos seus sonhos, dos seus projetos, seus planos?

Não sabe?

Uma pena, pois eu sei.

Eu consegui.

Eu envolvi tanta gente nessa minha busca... Foram tantas dúvidas, tantos medos que senti...
Tantos ouvidos estiveram à disposição para que eu aliviasse a minha angústia...

Era meu ideal de trabalho. Eu sempre quis trabalhar lá.
Quando meu amigo me enviou a vaga (salve Jorge!!!) fiquei feliz e tinha dentro de mim a certeza de que a vaga seria minha.

Na segunda fase do Processo Seletivo, balancei, pois vi mais 22 pessoas concorrendo a uma mísera vaga. Prova de português, conhecimentos gerais, conhecimentos específicos e redação. Ao ver o tema da redação, sorri espontaneamente, pois Responsabilidade Social tinha sido meu tema do Projeto de Pesquisa 8 meses antes.
Não era coincidência do destino.
Passei.
Na próxima fase, tive medo. Não sou uma pessoa que fica tranqüila quando avaliada. 7 horas de pressão, com a psicóloga analisando até o modo de respirar.

Hoje, a ligação que eu esperava: Parabéns, Thais. Você foi aprovada no Processo Seletivo do Sesc. Temos uma vaga na Unidade Sorocaba, você tem interesse? Sim? Então aguarde o contato para acertar os detalhes da contratação. Você começa dia 02 de abril. Parabéns e seja bem vinda!

E ainda não acabou. Mas para o restante, só basta acreditar!

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Minha paixão por São Paulo provém de meu pai. Era a segunda coisa que ele mais amava na vida, mesmo antes da família. Éramos felizes em nossos passeios pela Paulista, pelos cafés no Conjunto Nacional, as cruzadas que dávamos na Ipiranga com a São João...
São tantas lembranças que corroem a alma.
Nosso passatempo preferido quando estávamos em casa era sentar no quintal e idealizar o futuro. O meu futuro, pois o dele, como aconteceu, não era longínquo.Sonhávamos que depois de formada eu trabalharia na Capital e ele teria lugar onde ficar por tempo indeterminado, pegando todas as sessões de cinema que ele gostaria.
Cresci ouvindo: ah, você voltará a morar lá.
Mas com a sua morte tudo mudou. Desde ascensão financeira até o casamento da irmã.
Contudo, nosso sonho de retorno à São Paulo sempre prevaleceu.
Agora, as oportunidades aparecem. É meu desenvolvimento profissional me chamando para o futuro. Sim, o futuro que tanto queríamos!
Mas as coisas não são fáceis assim. O embate fica por conta de minha mãe, que ficaria sozinha.Eu não tiro sua razão, até compreendo.
Mas e a minha vida?
Meus planos?
Meus projetos?
Meus sonhos?
Eu preciso correr atrás do que quero, não posso me prender onde não há perspectiva.
Ela não quer ir junto. E não quer me deixar partir.
Ou eu fico estagnada ou vôo longe.
Mas eu não desisto. Sei que onde estiver ele torce por mim e abre aquele sorriso largo que me contagiava, até nos momentos mais tristes.E é esse sorriso que tenho na memória, no coração e nos meus sonhos.