terça-feira, 17 de novembro de 2009

Se tu soubesses que não saístes (ainda) da minha cabeça, talvez responderia meus chamados ansiosos ou afastava-te de vez.

sábado, 31 de outubro de 2009

Me parece que as coisas estão de mudança.

E sim, há tanta coisa acontecendo que só tenho tempo de organizar minhas ideias na poltrona bege da psicoterapeuta. Mas isso já é de grande valia.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Eu já explicitei o quanto gosto de gente?

É, gente... todo o tipo, de todo o jeito. Gosto do que elas me trazem, do que me proporcionam, do que posso assimilar de melhor, do que posso aprender com o pior.
Gosto do contato, do tato, da troca.

E isso se inicia pelo meio da conversa.

Peguei-me a pensar sobre isso – minhas relações e relações com as conversas. Gosto mesmo de perder horas falando sobre qualquer coisa ou nada. E claro que isso se reflete nas relações amorosas estabelecidas.

As três últimas que me lembro foram cheias dessa troca, de longas conversas despretensiosas em mesas de bar, regadas a risadas e cervejas.

Domingo último conheci uma pessoa deveras interessante. Não, definitivamente ele não tem o meu estereotipo predileto – quem me conhece sabe que um “engomadinho” não me atrai.
Mas de imediato seu sorriso desmontou-me. E deixei-me levar.

E então que encaramos horas de conversa solta, leve, gostosa. E ele carinhosamente me disse:

- Não sei o que acontecerá conosco; porém, isso é muito novo e curioso pra mim – eu nunca encontrei e conheci alguém assim, que pudesse ficar falando por muito tempo, sem ao menos conhecer, e rolar uma identificação absurda. Tenho vontade de não perder o contato, de pelo menos manter uma amizade linda. Você está me passando uma coisa incrível, uma energia maravilhosa – e isso é surpreendente.

E sabe, há dias me sinto feliz com essas palavras.
Feliz mesmo.

Por ter a certeza de que sou desse tipo de gente que proporciona o que busco nessa troca incessante e nas minhas inúmeras conversas com todo e qualquer tipo de gente.

Post pílula
Com a nova lei do Estado de São Paulo, tomo menos café.
Muito trampo ir até a cozinha, beber e ir pra calçada fumar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

23/09/2009

Às 17h15 reconheci.
Em tantos anos, chegando no Terminal Rodoviário da Barra Funda, em São Paulo, ele mostrava-me o SESC Pompeia e eu, atônita, perdia-me entre as dezenas de prédios, mas fazia-me de entendida.


Hoje, avistei-o e sorri. Aprendi a reconhecer sozinha.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Para começar bem o dia!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mais uma carta a você
Eu precisava dizer tudo o que está entalado aqui dentro e, novamente, endereço essa carta a você.
Sim, você, uns dos poucos – se não o único - que sabe quem eu realmente sou. Que pelo olhar decifra-me toda e responde-me todos os questionamentos e inquietações, sem dirigir-me uma palavra sequer!
Você que bem sabe o que tenho aqui dentro, que conhece o melhor de mim. Que compreende sem julgamentos a menina indefesa e insegura que há atrás dessa máscara de mulher louca, inconstante e inconsequente, que é o que dedico aos outros tantos que fazem parte da minha vida.

Você, que como eu, não compreende o que se passa aqui no fundo da minh’alma, mas que sabe que ainda vive um coração que não pulsa na mesma frequência das pseudo relações que estabeleço, quase que semanalmente.
Essa carta, meu caro, é só mais um dos tantos desabafos que tenho a lhe fazer.

Eu não sei se começo pelo descontentamento profissional, com a perda que tive na última sexta-feira, em que não pude comparecer em um compromisso sobre aquela minha almejada transferência, por causa desse maldito gesso no pé.

Também não sei se falo sobre a falta de paciência para com as pessoas, todas elas, até mesmo as que amo. Parece que não estão me completando nem agregando nada em minha vida. Deve ser por me desconhecerem, por não possuírem capacidade de enxergar além. Ou ainda pelo simples fato de apontarem o dedo, tentando justificar um ou outro equívoco meu.

Pode ser que eu lhe fale sobre meu tormento da falta de equilíbrio – o meu equilíbrio. Do pensar demais (sonhar demais, imaginar demais) e a ilusão que isso alimenta e a dor que me causa. Ou o contrário, a ausência do pensar, aquela que resulta nas maiores burradas que eu tenho o dom de fazer.

Eu posso, ainda, lhe falar sobre essa história – que de história não tem nada, pois não há início, meio e fim – que eu criei e chamo de vida; cheia de frustrações, lutas vãs, porres homéricos, falta de limite e controle... Meus atos e atitudes que você já presenciou, muitas vezes.

Mas hoje, na verdade, eu queria te falar sobre mim. Essa, que você conhece, mas que está perdida. Eu precisaria de muito para encontrá-la e resgatá-la. Mas não sou capaz de enfrentar minha própria sombra, tampouco tomar decisões sozinha.

E também, na verdade, eu só queria uma coisa: um abraço teu.

Com toda a serenidade que incrível e inacreditavelmente você me traz. Sem pesos, cobranças, julgamentos. Com a compreensão do teu colo como destino das lágrimas que escorrem copiosamente do meu rosto agora.
Daquilo tudo o que eu tenho em mim e que você, só você, sabe. Na verdade, você e eu. Oriundo de algo inexplicável. Mas gratuito, puro, intenso e eterno.
Do que sempre significarás pra mim.
Obrigada por estar presente em minha vida, por existir aqui e por me preencher com a minha cor favorita.
Com a angústia mais leve, mas com pesado carinho. Beijos.

Pra mais um platônico
Análise [Fernando Pessoa]
Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Acho que era necessário esse meu período de reclusão.
Trinquei o tornozelo e como consequencia, além de uma bota enorme feita de gesso, ganhei 15 dias de repouso.
Entenda-se por repouso não sair da cama, tampouco de casa (com raríssimas exceções). Portanto, tempo livre pra reflexão.

Alterno momentos de ira e calmaria. Muita coisa aconteceu nesses dias.
Perdi festas, oportunidade de transferência pra São Paulo, passeio com característica profissional – mas muito mais importante no meu aspecto pessoal – e outras coisas. Planos, projetos, vontades.
Em contrapartida, pude pensar muito em mim. Em como realmente sou, quem realmente sou; contrapondo como estou. É tudo muito diferente: a minha essência da minha aparência, por assim dizer.
As coisas que faço e que falo vão contra tudo aquilo que eu realmente tenho em mim.
Eu não vejo o porque de levar a vida como levo. Não que seja de todo o mal, mas também não é de todo o bem.
Faltam-me diversas coisas que busco, coisas que estão guardadas em mim. E talvez seja o momento de externá-las. Fazer diferente para que se liberte aqui de dentro o que (ou quem) eu realmente sou.
A faxina está feita. É preciso agora manter a limpeza.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Talvez eu realmente não saiba nada sobre a vida.
Talvez eu ainda seja uma menina irresponsável, inconsequente e imatura, esperando o fim dessa história toda, perdida entre fatos, casos, pessoas e sentimentos.

Eu não sei ser, sabe?

Talvez você não entenda esse meu jeito imprudente, de quereres excessivos, com muito em tudo e nada no todo.

Há muita vontade em ter, saber, conhecer, descobrir, desbravar. Em todos os âmbitos.
E esse muito na verdade não é nada. Acaba no vazio, oco, fundo e negro.

É toda a minha ansiedade intrínseca, minha falta de equilíbrio... minha essência dolorida e incompreendida.

Por mim, só.