domingo, 4 de dezembro de 2011

É estranho desabafar de outra maneira que não escrevendo; tenho a impressão de que o dito não foi dito, que um tanto ficara escondido ou, o que pode ser pior, que deixei algo subentendido.

Portanto, cá estou pra lhe falar mais – e da maneira que me é mais fácil.

Pra iniciar, preciso confessar que me rendi. Na verdade, desisti de tentar te tirar daqui. Nessa luta, só tenho apanhado e talvez por isso esteja tudo tão dolorido. A partir de agora, compactuo comigo mesma: paro de me autossabotar e me permito viver livre, da maneira que sou – liberdade essa que você me transmite, não me deixando ficar escondida e camuflada entre os meus medos e inseguranças (exceto quando aninhada em seus braços e abrigada no seu colo, oculta pro resto do mundo).

E então, funcionará assim: quero dar, quero precisar e quero oferecer o que disponho (aquilo que é meu, mas que te pertence). Não quero exigir, nem solicitar, apenas quero receber o que tu tens pra mim.

Quero ficar ao teu lado, despida de barreiras pra, quando eu partir, seja esse o nosso final, até o breve retorno.
E, enquanto aguardamos esse nosso regresso, eu te crio cá dentro, pra ficar junto a mim. E, neste período em que não estás, uso o meu tempo da melhor maneira que me é permitido: esperar-te.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Já que eu disse que era seu...


Sempre tive grande dificuldade em assumir que cheguei a um lugar onde desejava estar; nunca suportei a ideia de admitir a resolução de diversos problemas e que, assim, eu pudesse ser mais feliz. Na verdade, por puro medo, passei um bom tempo me sabotando e, até então, sempre achei que tudo isso era banal; até você aparecer. E essa sua aparição na minha existência que, de fato, é um absurdo, me faz fervilhar os pensamentos, repensar minhas atitudes e, principalmente, mudar o olhar sobre determinadas coisas.

A conclusão mais significativa é decidir que, já que cheguei onde estou, só me resta aproveitar, pois ninguém suporta viver alheio, na altura, por tanto tempo; a vertigem não permite, tampouco meu cansaço, minhas olheiras e meu corpo, que pesam demais (e só espero que você tenha a força dos vitoriosos pra também poder carregar).

Além disso, eu tenho vontade de segurar suas mãos e pedir que você realmente seja demasiado esperto pra perceber o que têm acontecido e a importância disso tudo: a leveza, a admiração, o desejo, a mania de rir de tudo, a neurose que tenta assegurar nossos pés no chão... Além da serenidade sentida ao lembrar-se de alguém num momento de solidão, habitual nesse mundo cheio de correrias, egoísmos, mediocridade e outras tantas coisas negativas que insistem em nos rodear.

Diante disso tudo, eu já não consigo pensar diferente; você não me sai da cabeça e, quando te tenho na lembrança, essa sua presença me embriaga com tamanha beleza e eu enlouqueço com os espasmos de desejo que percorrem o meu corpo. Às vezes, minha vontade é ser toda boca, pra sentir no paladar (agora tão aguçado) todos seus sabores e gostos, até esgotar-me a saliva. Também queria ter outra pele, outra respiração, outros dedos e outra língua, para, em algumas vezes, ser mais fêmea do que mulher, só pra retribuir tudo o que você me transmite. Queria me perder no tanto do seu sorriso, do seu brilho, dos seus braços, enquanto você se esconde e me encontra, numa busca frenética que travamos.

E nessa atração torna-se impossível controlar as ações; porém, eu consigo controlar, com tamanha convicção, quem desejo trazer pro meu lado. E nesse meu momento é você que quero aqui, sendo aproximado cá no peito num abraço forte, que acrescenta e multiplica as coisas boas – e que, sobretudo, exime o medo, as angústias e a covardia tão intrínsecos, tão partes minha.

Meu único desejo é estar e ser inteira, só pra poder usufruir dos prazeres camuflados no que há de mais simples na vida – coisas que perpassam pelo seu sorriso, pelo seu cheiro e pelo absurdo tão bom que é te ter aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

E assim, pela primeira vez, encontro-me com as palavras perdidas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma das piores sensações é a de ser ignorada. É ver seu esforço e dedicação serem tratados com descaso, em um desagrado sem fim.
É incoerente cobrar respeito quando não o oferece igualmente, deixando a mercê o que fora criado. É injusto proferir acusações imaginárias, utilizando-as como subterfúgio de algo que, covardemente, desistira.
E essa desistência anula o que havia e, assim, o desenvolvimento permanece estagnado. Como que se deixasse escorrer pelo ralo algum tipo de sujeira recente, criado de maneira errônea, num (aparente) ato falho que talvez tenha se envolvido – mas, pura e simplesmente, porque quisera. Porque permitiu-se.
E agora?
Não, não há mais agora – e está tudo errado.
Esquecera-se que cá há um ser humano, cheio dos desejos e receios, medos e vontades; além de todo o restante, que é de conhecimento assimilado.
Mas não, a covardia é tamanha, que é incapaz de permitir o desenvolvimento da percepção, que lhe faria enxergar o único descontrole que existe: o do querer. De te querer.


(Querer que hoje não existe mais.)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Você me perguntaria, se tivesse oportunidade: estás mesmo feliz?

E eu te responderia, com o meu sorriso mais sincero: aos trancos e barrancos, estou.

Exatamente onde eu queria estar, vivendo da maneira que eu gostaria – aquela tão egoísta, onde o meu mundo tem o meu jeito, e de mais ninguém. Com inúmeras arestas para preencher, sim: o bolso, a cabeça, o coração... Errando muito e sofrendo um bocado. Mas tudo isso não é nada se comparado ao aprendizado que me é oferecido. Aprendizado particular – e, mais uma vez, egoísta – onde eu tenho tempo suficiente pra pensar, em paz, nas ações e nas reações. Minhas; tão partes minhas.

Descobri, portanto, que vivo de extremos: que sou só coração, saudosismo, utopias e ideologias. A mim, nada mais importa.

Só me quero comigo, assim pra mim. Só eu. Me basto e me calo.
Em 29/8

Boas surpresas.

Apesar de ainda errante e de continuar na busca, neste momento, tenho cá serenidade. E esse sentimento é meu, todo de minha responsabilidade, mas devo toda essa sensação a duas importantes pessoas que passaram por mim e que, de um jeito ou de outro, permaneceram. De todas as tantas que encontrei nos últimos tempos, eles merecem destaque não só aqui neste blog, mas em toda a minha vida. Não por ironia, eles são figuras presentes nos meus textos, tamanha a importância. São fontes de carinho e admiração, mas, antes de tudo, são fontes inesgotáveis de minha inspiração.

Cada qual no seu tempo e do seu jeito me conquistou e me cativou – mas, talvez mais importante, me deixaram conquistar. Afirmo utilizando o que há além do envolvimento afetivo, pois os momentos mais marcantes não foram esses.

São pessoas que me deixaram ser como sou, da maneira mais pura que há aqui, que me trouxeram pra realidade tão linda de ser vivida, que me aceitam, admiram e que ainda têm todo o carinho e respeito que conquistamos juntos – mesmo quando não estivemos.
São os meus presentes: o do azul (minha cor favorita) e o da lealdade.


Se meu coração for divido na metade, cada um tem a sua parte.

Obrigada destino, por me deixar tê-los tão intensos aqui. Mas, acima de tudo, obrigada por me deixar estar presente lá, em cada parte e do jeito que me cabe – como cada um deles desejar.

domingo, 21 de agosto de 2011

Da série: eu me leio nos outros

Em mim e nele.

Um foi capaz de dar a ele ainda mais de si mesmo.
O outro levou o que ele nem tinha.

Um ensinou a solitude.
O outro deixou de herança a sua solidão.

Um acreditou com ele.
O outro não quis acreditar.

Um foi embora pra ficar.
O outro não ia nem ficava – na pretensão de assim alcançar a inexistência.

Amor e dor.
Os dois ali, nele.

Créditos: Tomaz, do http://menosdosolhos.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Uma das coisas que mais aprecio é a escrita - digo sempre que escrevendo as palavras calam mais fundo. Falando, muitas vezes, as palavras escapam pela boca e não entendemos o verdadeiro significado delas. Pra quem dedica, há o tempo necessário para o raciocínio organizar as ideias mais desconexas, enquanto, do lado de quem recebe, há o tempo de entendimento.
Além disso, ao escrever, não recebo nenhum olhar, interrupção ou qualquer coisa que me impeça dizer o que anseio. E é por isso, portanto, que aqui estou.

Costumo dizer que as pessoas mais incríveis que aparecem na minha vida são presentes do destino, sempre tão camarada.
E, de fato, te ganhei quando aparecera. Uma surpresa boa, que desembrulhei calmamente nesse pouco tempo de contato (pouco, porém intenso).

Passei rapidamente do estado de solitude que vivia e adentrei na solidão paulistana, quando, pouco depois, você chegou. Coloriu com sua presença os meus dias, que até então estavam demasiadamente cinzas. Ora companhia até o metrô, ora um cinema com churros – coisas pequenas, mas de grande valia.

E as coisas aconteceram. Quero evitar ao máximo entrar no mérito do envolvimento afetivo, primeiro pela minha proteção e privacidade e, segundo, por respeito à sua condição. Mas a bem da verdade, desde que te vi sentado na beira da minha cama, quando me pediu um abraço – foi a primeira manifestação de desejo que me dera – uma sensação de desassossego tomou conta de mim.

Sensação que permanece ao me lembrar de você.

Mas não é uma declaração romântica que faço aqui, até porque encerramos qualquer possibilidade disso acontecer. Só quero que fique claro o quanto você me é especial – e também preciso te deixar ciente que jamais conseguirei te oferecer algum sentimento próximo ao ódio.

Já disse inúmeras vezes – e é possível que você me ache repetitiva por este motivo - o quão encantador e querido você é. Uma pessoa incrível, admirável e fascinante, da qual eu tenho o grande apreço em dedicar o meu tempo pra ouvir falar.
E tudo o que eu ouvi de ti, desde então, só me faz pensar em uma coisa: na quantidade de felicidade que você merece receber. Mas não é uma felicidade que deve vir de fora; ela começa aí dentro, de toda a tua história e essência, dos teus sonhos e planos. Do que você acredita e do quanto e como você quer viver.

Não deixe, jamais, que os obstáculos sejam firmes no teu caminho, tampouco deixe qualquer pessoa te desviar do que realmente acredita. Siga sempre com tudo isso que é teu (que é lindo), pois o resultado será a perpetuação do seu sorriso mais sincero.

Saibas que, caso precise, tens aqui uma pessoa disposta a te ajudar, sempre. Pessoas como você merecem conquistar o universo e, certamente, quando isso acontecer, estarei na plateia do seu circo, te aplaudindo em pé.

Um beijo, com carinho.
[aqui, neste blog, com um subterfúgio]

terça-feira, 2 de agosto de 2011

E nosso sonho fora então realizado.
Cá estou, onde exatamente queria estar, aprendendo ainda a viver como gostaria. Mas com a plena certeza: tua história é parte minha.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Da série: eu me leio nos outros

nobre desabafo.

ando assim, tão assim
marchando à favor
d'isto que prezo tanto
conspirando em amarga guerra escura e fria
transpirando, sob as facetas da monotonia
ai, se eu tivesse asas
ou fosse palhaço
encantaria Cassio
palácio, Luís
bendito infeliz que
matou prima minha
a Vera, que o verão esmagou
o verão esmagou, desafeto

ando assim, tão assim
chorando não ser rico
matando tempo com lixo
precisando desabafar
ai, se eu tivesse asas
minha voz fosse firme como trovão
teria o impossível em mãos
pra jogar tudo fora, mais tarde
pela janela, vai
estamos tão longe do fim
ando assim,
meio assim...

(Alex César - http://apontopracima.blogspot.com)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Do passado, aprendizado e lealdade - de uma história do presente sempre presente

Se não estiver saudoso dos meus discursos piegas, pare de ler no parágrafo seguinte. Não há declarações românticas ou cobranças neuróticas como outrora; há um desabafo sincero sobre o que há aqui e, se não tiver interesse, pare de ler neste próximo ponto final.

Caso continue, cá estou. A mesma louca, paranóica e excessiva de sempre, mas sem as máscaras e parte do medo que fazia eu me esconder de tudo e todos.

Algum tempo passou, muitas coisas mudaram, porém outras permaneceram.

Pensava que, sem notícias ou contato, acabaríamos por esquecermos um do outro. Bobagem, pois o que é construído solidamente permanece.

Fiquei admirada com sua ligação e, ao receber o recado, confesso que as borboletas do meu estômago se manifestaram batendo seus pares de asas. Ora, era muita surpresa saber que, no meio da tarde de uma quarta-feira qualquer, lembrara-se de mim. Mais surpresa ainda foi saber sobre a sua espera do meu retorno pós-férias.

Porém, não teria me surpreendido se eu tivesse puxado rapidamente da memória tudo o que me veio à tona nesta noite.

É claro que nunca esqueceríamos a história linda e louca que vivemos. O carinho, a admiração, o respeito e a amizade que construímos despretensiosamente; e que ainda existem!

Pode o tempo passar sem percebermos, milhares de acontecimentos podem surgir em nossas vidas, mas nada há de mudar – exceto a saudade da cumplicidade, das risadas e da presença.
Tudo permanece como deveria, segundo a letra da música que nos embalou: serei, serei leal contigo.

E, além de leal, serei eternamente grata por tudo o que fizestes e o que ainda fazes por mim. Você continua sendo o meu presente, que chegou sem embrulho, escancarando e mostrando o que eu não sabia ou talvez não quisesse saber. Que tocou outra música pra dar ritmo na minha vida – e que eu sempre lembro, procurando dançar os mesmos passos leves que você ensinou.
Todo aquele carinho (bonito, doce e afetuoso) que sempre dediquei, e que você sempre mereceu, continua no mesmo lugar – no seu lugar.

Beijos

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sobre cigarros, introspecção e o ano novo

O quarto fede a cigarro. Da fumaça que parcialmente cega e das bitucas que transbordam do cinzeiro, na solitude que proporciona a reflexão e o silêncio.

O janeiro é de chuva torrencial, de ressaca das festas, do ritmo lento das férias. Mas é também janeiro de mudanças – ou de planos e projetos que devem seguir. De anseios e desejos, acrescidos do recolhimento necessário para se colocar a vida no lugar.

O quarto, as gavetas e os papeis já se encontram em ordem. Os medos e receios estão em processo de abandono. Os erros já processados e as desculpas devidamente prestadas – mesmo que não aceitas. O que não serve já fora descartado – há pouco em processo de reciclagem.

Falta alinhar a cabeça. Refinar os pensamentos. Estimular as ideias. (Ainda há, portanto, muito o que fazer.)

Talvez por querer demais, a certeza disso tudo vem em menor proporção. Talvez pelo entra e sai constante, do vai e vem contínuo. Das indecisões, das incertezas. Do esperar. Do iludir. Do divagar. (Verbos tão presentes que, de tão intensos, já não provocam reações adversas à dor.)
Sim, há uma dor escondida. Sempre há uma dor dissimulada. Dor silenciosa, reservada e recatada; quase que inerte – se não fosse a própria dor que se sente.

Mas toda essa dor – que não é demasiada - serve de parâmetro pra mudança, facilitadora do que se deve fazer e ser para chegar ao futuro próximo. Galgado com a coragem do diferente, do recomeçar para depois transformar-se novamente... e, talvez, fazer com que se volte tudo como era antes.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sei que você, ao decidir vir na minha casa, tinha a preferência de esclarecer algumas questões pessoalmente, principalmente porque não gosta de ler/escrever esse tipo de coisas.

Mas, diferente de você, eu prefiro escrever, pois acho que, muitas vezes, quando falamos, as palavras escapam pela boca e talvez não entendemos o verdadeiro significado delas. E isso é algo que eu digo há tempos, e faz parte de mim.
Contudo, se não quiser ler até o fim, tampouco me responder, fique a vontade. Mas o que eu preciso mesmo é falar.

Posso começar com um dos meus erros, o primeiro de muitos – não para justificar o injustificável, mas para você entender algumas das minhas atitudes.

Tenho em mim a faceta de guardar as coisas aqui dentro, no fundo – escondidas até de mim. Mas não é possível fugir por muito tempo, pois elas engasgam e atam um nó muito grande. E foi exatamente isso que aconteceu.
Eu coloquei o que aconteceu num lugar, como válvula de escape para os problemas que sempre tive em resolver questões de cunho pessoal. Lembra-se que disse, certa vez, da minha dificuldade em me relacionar? Pois bem, a grande chave está aí.
O real motivo de ter feito o que fiz, o estopim de toda essa situação, foi a sua postura em relação a essa minha dificuldade. Como que uma “criminosa” (entre aspas, pois não achei palavra adequada), você não compreendeu e nem entendeu o quanto eu sofro (e sempre sofri, adiante sofrerei...) com esse problema. Realmente é difícil eu conseguir me relacionar – meus medos, anseios, insegurança sempre vencem a batalha. E você, com alguns twitts e outras indiretas, reagiu de uma maneira que eu não esperava.

E sim, isso me machucou.

E o meu primeiro erro foi não ter te explicado, deixado claro esse descontentamento. Mas, como citado acima, acabo guardando as coisas pra mim.
Posteriormente, foram erros atrás de erros. E a mágoa continuou cá guardada.

Mas não estou aqui pra justificar isso.

Só quero que você entenda que, algumas das minhas atitudes foram infantis, medíocres, pequenas e inúmeros outros adjetivos que não convém citar aqui. Isso você sabe perfeitamente, sabe até muito mais do que eu.

(Você acaba de me mandar uma mensagem no MSN, perguntando sobre o tipo de amizade que você pode esperar de mim).

Pois bem, não quero que você espere algo de mim – até porque você não esperará, tamanha a decepção. E eu também não posso garantir nada, pra ninguém.
Só quero que saiba que tudo o que disse e tudo o que sinto é muito sincero e verdadeiro. Arrependo-me e, como qualquer um, sou passível de cometer erros – como, de fato, cometi.
Minhas desculpas foram aceitas, então fico mais serena. Porque o tempo, é impossível de se fazer voltar.
E como eu disse pra uma amiga, na época do que aconteceu, cada ação resulta em uma reação. E cada ato, gera uma conseqüência.
Eu, apenas, devo arcar com o que me cabe. E o que você, em seu direito, me dedicará.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fim de mais um ano. E a cor, sempre, é azul.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A idade avança, os joelhos doem. Mas o que muda além dos anos que se vão?

As brigas continuam, os erros se repetem, a busca não cessa. A festa não finda, a música não para e as pessoas continuam a chegar pra dançar no salão.
E permaneço no balcão, com o garçom amigo enchendo meu copo, enquanto espero o momento de mais um brinde!


Saúde.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu me rendi.
Não imaginei que a situação saísse do meu controle tão inconsciente e rapidamente. Mas saiu.

E, novamente, me perdi e me desolei.
Chegara manso, como quem nada quer – e talvez realmente não quisesse ou, ainda pior, definitivamente não queira; instalou-se, pouco a pouco me preenchendo.
Fizera morada em meus pensamentos, em meu existir. Despretensiosamente, chegou e ficou.

Com esse jeito discreto, mas carregado de charme, me desmonta a cada encontro. Ao te ver, todas as borboletas do meu estômago despertam e batem freneticamente seus pares de asas; a respiração fica ofegante, a pulsação cardíaca descontrola-se, tal como meus sentidos.

E tudo o que despertas, há cerca de 4 meses desde que nos conhecemos, têm sido de difícil assimilação. Entre falhas e inconsequências, procuro escapulir através dos meus macetes – mas não sabes o quanto essa fuga me tem sido difícil.

E minha briga continua: por não querer do jeito que te quero, vou me minando e me subvertendo.
Apenas pelo fato de ter virado refém de nós dois.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Meu processo de metamorfose encerrou-se e já posso olhar pro passado recente e enumerar as mudanças sofridas. Fora tenho o reflexo apenas de parte do que há aqui dentro, pois ninguém – talvez nem eu mesma – tem noção do furacão que enfrentei há menos de um ano. Furacão que devastou meus âmbitos pessoal, profissional e sentimental. Que destruiu e trouxe sofrimento. Mas que também trouxe importantes e significativas mudanças.

Contudo, impossível é negar a essência. O que há aqui, mesmo que adormecido, quando menos esperamos, surge. Ressurge. E ainda sim nos pega de surpresa.

Novamente a ansiedade e compulsão dominam e me perco nas passadas do meu caminhar. Não há mais aquela leveza adquirida, tampouco a serenidade encontrada.
O descontrole voltou ao formato mais natural possível, fazendo miséria e estrago em todos os meus atos.

Eu tropeço, caio, me perco e continuo sem saber o que fazer.
Errando mais do que acertando.

Mas com a coragem - que tatuei em mim - de enfrentar e seguir em frente. Sempre.
Eu superei.

Alguns meses se passaram depois do fim; coisas aconteceram contigo (o reencontro, o noivado, a mudança) e coisas aconteceram comigo (pessoas que apareceram, lugares que conheci, oportunidades que tive). Mas certamente outras tantas coisas acontecerão.

Hoje olho pra trás e vejo o quanto você foi importante no curto período que dividimos nossas vidas, e o reconhecimento dessa sua importância permitiu, com o tempo, que eu guardasse o que de mais bonito você despertou em mim.
Não há mais vontade escancarada, tampouco desejo reprimido; percebo-te, mas já não te noto como outrora. Não serei hipócrita, há em mim um carinho imenso por ti, que definitivamente será seu, pra sempre.
Pois pessoas especiais uma vez, serão eternamente especiais.

Nossas vidas não são mais compartilhadas com a cumplicidade, lealdade e sinceridade que nos prometemos (promessa feita, talvez, por impulso), mas sei que o desejo de felicidade é recíproco. Estás aí para mim como estou aqui para você.

E sim, o que de mais bonito construímos ficou guardado como uma doce lembrança; e esboço um sorriso terno ao saber que conquistamos na mesma medida em que somos conquistados.
E, novamente, agradeço ao destino por me dar um presente que guardarei com todo afeto – dedicado, apenas, àquelas pessoas que mais me importam no mundo.

Obrigada por me abrir os olhos pra vida, por me permitir ter outra perspectiva, por me ensinar outras tantas coisas e, principalmente, obrigada por existir e estar presente, mesmo distante.

Se hoje sou assim, és parte responsável da construção dessa outra pessoa. Essa outra Thais.

Com carinho.


domingo, 12 de setembro de 2010

Da série: eu me leio nos outros
"Ela também teve seu coração machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sim, sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!"
[Fernanda Mello]

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E me aparece você.

Quando eu não esperava, tampouco procurava. Trouxe-me, como já disse outrora, o platonismo e as borboletas que batem asas no meu estômago, de maneira frenética e descontrolada, desde aquele encontro na sacada do apartamento.
Contudo, também trouxe o receio – quem também é comum às pessoas covardes, que têm medo, sobretudo, de amar e encenar um papel de tola nesse espetáculo romântico. Veio de brinde uma certa dúvida – do que fazer, o que fazer, como fazer e a real necessidade de se fazer.
Porém, cada percepção me traz à tona a similaridade e semelhanças de diversos gostos e gestos comuns. De complemento e de bom entendimento.
Desde a sinastria astral até à efemeridade das paixões. Definitivamente, dois pensamentos iguais, duas formas iguais de vivenciar as coisas – mesmo com o tão pouco que conheço de ti.
Tento, constantemente, criar situações a fim de aproximar o contato; deixar claro essa afinidade, que pra mim, escancara-se a todo momento, de maneira desavergonhada, despida e descarada.

E apenas você parece não perceber.