terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sei que você, ao decidir vir na minha casa, tinha a preferência de esclarecer algumas questões pessoalmente, principalmente porque não gosta de ler/escrever esse tipo de coisas.

Mas, diferente de você, eu prefiro escrever, pois acho que, muitas vezes, quando falamos, as palavras escapam pela boca e talvez não entendemos o verdadeiro significado delas. E isso é algo que eu digo há tempos, e faz parte de mim.
Contudo, se não quiser ler até o fim, tampouco me responder, fique a vontade. Mas o que eu preciso mesmo é falar.

Posso começar com um dos meus erros, o primeiro de muitos – não para justificar o injustificável, mas para você entender algumas das minhas atitudes.

Tenho em mim a faceta de guardar as coisas aqui dentro, no fundo – escondidas até de mim. Mas não é possível fugir por muito tempo, pois elas engasgam e atam um nó muito grande. E foi exatamente isso que aconteceu.
Eu coloquei o que aconteceu num lugar, como válvula de escape para os problemas que sempre tive em resolver questões de cunho pessoal. Lembra-se que disse, certa vez, da minha dificuldade em me relacionar? Pois bem, a grande chave está aí.
O real motivo de ter feito o que fiz, o estopim de toda essa situação, foi a sua postura em relação a essa minha dificuldade. Como que uma “criminosa” (entre aspas, pois não achei palavra adequada), você não compreendeu e nem entendeu o quanto eu sofro (e sempre sofri, adiante sofrerei...) com esse problema. Realmente é difícil eu conseguir me relacionar – meus medos, anseios, insegurança sempre vencem a batalha. E você, com alguns twitts e outras indiretas, reagiu de uma maneira que eu não esperava.

E sim, isso me machucou.

E o meu primeiro erro foi não ter te explicado, deixado claro esse descontentamento. Mas, como citado acima, acabo guardando as coisas pra mim.
Posteriormente, foram erros atrás de erros. E a mágoa continuou cá guardada.

Mas não estou aqui pra justificar isso.

Só quero que você entenda que, algumas das minhas atitudes foram infantis, medíocres, pequenas e inúmeros outros adjetivos que não convém citar aqui. Isso você sabe perfeitamente, sabe até muito mais do que eu.

(Você acaba de me mandar uma mensagem no MSN, perguntando sobre o tipo de amizade que você pode esperar de mim).

Pois bem, não quero que você espere algo de mim – até porque você não esperará, tamanha a decepção. E eu também não posso garantir nada, pra ninguém.
Só quero que saiba que tudo o que disse e tudo o que sinto é muito sincero e verdadeiro. Arrependo-me e, como qualquer um, sou passível de cometer erros – como, de fato, cometi.
Minhas desculpas foram aceitas, então fico mais serena. Porque o tempo, é impossível de se fazer voltar.
E como eu disse pra uma amiga, na época do que aconteceu, cada ação resulta em uma reação. E cada ato, gera uma conseqüência.
Eu, apenas, devo arcar com o que me cabe. E o que você, em seu direito, me dedicará.

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