quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Do passado, aprendizado e lealdade - de uma história do presente sempre presente

Se não estiver saudoso dos meus discursos piegas, pare de ler no parágrafo seguinte. Não há declarações românticas ou cobranças neuróticas como outrora; há um desabafo sincero sobre o que há aqui e, se não tiver interesse, pare de ler neste próximo ponto final.

Caso continue, cá estou. A mesma louca, paranóica e excessiva de sempre, mas sem as máscaras e parte do medo que fazia eu me esconder de tudo e todos.

Algum tempo passou, muitas coisas mudaram, porém outras permaneceram.

Pensava que, sem notícias ou contato, acabaríamos por esquecermos um do outro. Bobagem, pois o que é construído solidamente permanece.

Fiquei admirada com sua ligação e, ao receber o recado, confesso que as borboletas do meu estômago se manifestaram batendo seus pares de asas. Ora, era muita surpresa saber que, no meio da tarde de uma quarta-feira qualquer, lembrara-se de mim. Mais surpresa ainda foi saber sobre a sua espera do meu retorno pós-férias.

Porém, não teria me surpreendido se eu tivesse puxado rapidamente da memória tudo o que me veio à tona nesta noite.

É claro que nunca esqueceríamos a história linda e louca que vivemos. O carinho, a admiração, o respeito e a amizade que construímos despretensiosamente; e que ainda existem!

Pode o tempo passar sem percebermos, milhares de acontecimentos podem surgir em nossas vidas, mas nada há de mudar – exceto a saudade da cumplicidade, das risadas e da presença.
Tudo permanece como deveria, segundo a letra da música que nos embalou: serei, serei leal contigo.

E, além de leal, serei eternamente grata por tudo o que fizestes e o que ainda fazes por mim. Você continua sendo o meu presente, que chegou sem embrulho, escancarando e mostrando o que eu não sabia ou talvez não quisesse saber. Que tocou outra música pra dar ritmo na minha vida – e que eu sempre lembro, procurando dançar os mesmos passos leves que você ensinou.
Todo aquele carinho (bonito, doce e afetuoso) que sempre dediquei, e que você sempre mereceu, continua no mesmo lugar – no seu lugar.

Beijos

2 chibatadas:

Ju disse...

sabe,às vezes penso que seria melhor se a gente não sentisse tanto,se não se entregasse tanto,mas daí vejo que não temos escolha,não foi algo planejado e nem da nossa vontade ser e sentir assim,é da nossa natureza!
Por um lado acho que felizes somos nós que sentimos! Que graça teria a vida sem isso?
Todo mundo já deve ter tido aquel a fase de medo de se entregar,mto graças à uma grande desilusão.mas ainda tem os q nunca se permitem!ontem eu me perguntava se eu realmente superei isso e o que me liga à isso,pq se realmente de uma certa forma nós nos atrairmos por quem tem algo de parecido com a gente,o que me fez me envolver de fato com grandes medrosos?e eu filosofando dentro do busão!ahahahaa
Querida:que nunca percamos a natureza se sentir:e de sentir tanto assim!
Amo vc!
Dode

Anônimo disse...

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